SXSW 2017: O que esperar do maior e mais “estranho” evento do mundo

SXSW 2017: O que esperar do maior e mais “estranho” evento do mundo

Impressões e expectativas com a minha primeira participação no maior festival de interatividade do planeta.

Se o futuro nos interessa, antes mesmo de pensar o que está por vir, devemos estar por dentro do que está acontecendo agora. E é exatamente a isso que se propõe o SXSW, um festival que congrega música, novas ideias, conexões, tecnologias e multidisciplinaridade.

No ano passado, foram 1.200 atrações só na área ‘Interactive’ – meu objeto particular de interesse. E o que busco lá? Além da experiência de estar em um evento que acompanho virtualmente desde 2004, temas como realidade aumentada, inteligência cognitiva, internet das coisas, cidades inteligentes e mobilidade urbana, que sempre estão em pauta no festival de forma atípica e sendo discutida por diversos speakers e grandes empresas.

Provavelmente este ano não terei a sorte de ouvir presencialmente o chefe de estado americano discursar a essa comunidade ‘estranha’, como a cidade de Austin se define. Aliás, se Trump desembarcasse no SXSW isso manteria de fato Austin muito estranha.

Mas estarei lá para ouvir alguns temas especiais, que listo aqui abaixo:

A voz das empoderadas ou dos segregados: Michelle Obama esteve no festival no ano passado. Alguns temas são do dia a dia, como o abordado por  Ingrid Vanderveldt que propõe o empoderamento de bilhões de mulheres até 2020. A agenda cobre também a discriminação social de mulçumanos com pessoas que fazem a diferença, tais como a jovem jornalista líbano-americana Noor Tagouri e a mulçumana Amani Al-Kahthatbeh. Este novo contexto, que foca na igualdade entre as pessoas e suas respectivas origens são o pano de fundo para as histórias que as marcas e – todos nós – precisamos contar.

Mobile only: em um momento em que vemos muito e armazenamos menos, é preciso entender como as experiências podem ser mais significativas e personalizadas, assim como realmente é possível fazer a diferença no principal meio de acesso à internet e aquela que, se não a primeira, a principal das telas dos usuários. Esse é o X da questão, segundo dados divulgados pelo IBGE e publicado (aqui) pela M&M.

Marcas, associações e patrocinadores: das que já conhecemos, me interessa muito o que trará ao festival empresas e startups. Se por um lado o objetivo inicial possa ser a ativação, o que elas fazem no festival é único, apresentando a tecnologia do presente e a conexão entre tanta gente.

Tecnologia e inteligência: grandes marcas, comunicadores, empreendedores e startups se unem em um só lugar para discutir o presente, a realidade virtual aplicada, a inteligência de negócios acessível e a convergência de mídias. Onde estamos e para onde vamos?

Tudo para que a gente possa buscar quais são as perguntas que precisamos fazer hoje, entender o que está acontecendo diante do mercado da comunicação. Sem futuro e sem resposta. Mas cheios de ideias e novas conexões.

Conferir este ecossistema, que pede para ser mantido desta forma, “estranho” e plural, é isso que espero encontrar no SxSW. Nos vemos por lá e por aqui.

Samuel Leite é Head de Digital da MZ” e diretor da APP Campinas e ABRADi-SP

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