Palanque digital: Respirando Trump e a política americana no SxSW

Palanque digital: Respirando Trump e a política americana no SxSW

Senador de estado, vice-presidente e peças-chave da política americana estão aqui no festival.

Nos nove dias de festival e mais de 400 mil pessoas entre anônimos famosos e famosos anônimos, empresários e curiosos estarão em trânsito na cidade, juntamente com startups, grandes empresas, filmes alternativos e amantes do rock’n’roll?—?mesmo sendo este um festival que se originou da música country americana.

E foi com cento e oito batimentos cardíacos por minuto e picos de cento e sessenta e cinco que cheguei em ‘Austin Weird’, após 12 horas de viagem, uma conexão na Flórida com duas horas de janela e imigração. Usain Bolt certamente se sentiria orgulhoso da minha performance.

Enfim … Começou de fato a maratona e eu já estou na “correria”.

Uma das formas de combater o que o pessoal chama de FOMO (The Fear of Missing Out) algo como: o medo de perder as atividades, é se programando com antecedência para assistir ao maior número de palestras, painéis e showcases relevantes. Mas acredite: o desejo de se multiplicar é uma constate por aqui. Mas como a tecnologia?—?ainda?—?não tornou a onipresença possível, o melhor que temos a fazer é compartilhar agenda, experiências e leituras. Por isso, além dos temas que já mencionei em um post aqui na cobertura especial da MM, divido com vocês outras coisas interessantes que acontecem por aqui, entre elas, respirar a política americana.

Assim como no Brasil hoje, todos falam sobre política. O dono do bar, o carregador de malas, o cara do Fasten?—?uma espécie de Uber local?—?o executivo e os moradores. A cada esquina é possível ver as pessoas comentando as medidas de Trump, o passado com o Obama e o futuro incerto da nação americana, em sua pluralidade de imigrantes de todo o globo.

Embora não esteja na agenda do evento especificamente as políticas de imigração e a manutenção da empregabilidade de Trump, há uma grande expectativa de abordagem do tema no ano pós presença de Obama no festival. O presidente não vem este ano, mas algumas sessões são projetadas para abordar a política de cabeça, tais como a participação de Cory Booker, Senador dos EUA de Nova Jersey, que foi o orador de abertura da conferência ontem (10 de março) discutindo a difícil tarefa de resolução de problemas bipartidário, do analista da CNN, Van Jones, que ganhou popularidade durante a temporada eleitoral por falar sobre o estado atual das coisas e de Chris Sacca investidor de capital de risco e convidado, que tem sido um crítico de Trump desde muito antes de ele ser eleito presidente. O vice-presidente Joe Biden também estará no SxSW, mas abordará uma pauta mais nobre e menos polémica, apresentando as iniciativas do estado na luta contra o câncer.

Polêmico mesmo é Mark Cuban que subirá ao palco amanhã (12 de março), que chamou Trump de “a melhor coisa a acontecer à política em um longo, longo tempo” em 2015, mas virou as costas ao candidato na temporada eleitoral e vem ao festival para discutir obstáculos governamentais à ruptura. Preparem-se.

Samuel Leite é Head de Digital da MZ” e Diretor na ABRADi-SP e APP Campinas

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